Festival GRLS! agitou São Paulo e foi lindo!

Nos últimos 07 e 08 de março, aconteceu, em São Paulo, o Festival GRLS!. E foi sensacional! Aqui vão minhas considerações sobre o que pude ver, ler e conferir do festival:

O mote do evento foi não apenas muito bacana como necessário. Tratou-se de inclusão, aceitação, e da consolidação do poder da mulher na cultura, principalmente no mundo da música. Foram diversas palestras, talks, amostras e as atrações principais: os shows de artistas todos compostos por mulheres ou não-binários. E isso é lindo! A verdade é que mulheres ainda não têm a expressividade e reconhecimento que merecem. A luta delas (que defendo, mas não posso falar com propriedade, pois só elas sabem o que passam) ainda precisa crescer. Mas um festival desta magnitude com grandes atrações nacionais e internacionais já mostra como estão no caminho certo.

Inclusive, teve uma ação mega bacana da Heineken chamada Bar Sem Rótulos. Tem uma matéria aqui sobre isso. Clica aqui para ler.

No sábado, o line-up dos shows ficou por conta de Ludmilla ( que substituiu Thierra Whack de última hora), Linn da Quebrada, Gabi Amarantos e, fechando a noite em grande estilo, Kylie Minogue. Foi tudo o que pediram sim. Confesso que, infelizmente, não estive lá no sábado, mas vi vídeos, críticas, matérias e o material divulgado pela organização do festival que mostrou realmente uma grande animação e felicidade da galera que teve a oportunidade de conferir. Bacana né?

Aí veio o domingo, dia 08 de março, convenientemente Dia Internacional da Mulher. O line-up começou com Mulamba, passando por MC Tha, a superestrela nacional IZA e fechando com os mulherões do Little Mix (que sou fã deeeeeesde os primórdios do The X Factor. Lembram? Olha aqui essa relíquia). Infelizmente, por motivos de saúde, Perrie não conseguiu vir para a apresentação e ficou por conta de Jade, Leigh-Anne e Jesy, que dobraram a energia para compensar o desfalque e fizeram um show belíssimo, emocionante e cheio de mensagens de empoderamento e militância (por que choras, artista-que-não-se-posiciona?). Nem a chuva forte e fria parou a galera. E nem tinha como.

Bom, cá estamos. Ainda impactado com tudo que o festival representa e demonstrou, eu tenho apenas uma crítica a fazer. E começo admitindo que sei como essa crítica é hipócrita, já que eu estava lá. A verdade é que, ainda que as atrações fossem todas femininas, senti falta de ter mais mulheres na plateia do festival. Eram muuuuitos homens, coisa que me surpreendeu levando em conta o teor do festival. Talvez tenham sido as escolhas de atrações, não sei. Ao mesmo tempo, vendo o lado positivo, lá estávamos, todos muito engajados em apoiar nossas artistas e lembrar que a dor da causa, só quem vive sabe. Mas que podemos sempre apoiar e ajudar a disseminar o discurso inclusive e igualitário. Combatendo injustiças da nossa sociedade que não são poucas. Ainda mais com o atual governo. Mas isso é assunto para outra pauta.

Fiquemos com tudo que há de bom: essas lindas vozes que fizeram do final de semana de São Paulo uma verdadeira constelação de amor.

Foto: Papel Pop

Ah, e as fotos oficiais do evento, estão no instagram do GRLS!, aqui ó: https://www.instagram.com/festivalgrls/

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