Adoção responsável não salva um doguinho, salva você!

Hoje faz um ano que adotei meu primeiro cachorrinho. No caso, cachorrinha. Rose Quartz. Para quem não pescou a referência, ela é um personagem de suma importância de um dos desenhos mais inclusivos e interessantes que já vi, Steven Universe.

A história foi bem espontânea. Meu marido e eu sabíamos que a Petz fazia feiras de adoção nos estacionamentos. Naquela época, não sei se vocês lembram, a rede vendia filhotes de raça no salão e os vira-latas ficaram para adoção por responsabilidade de ONGs parceiras. Era bem chata a situação. E fomos conferir (Luisa Mel, corre aqui!).

Chegando lá, tinha um cercado com alguns filhotinhos de 2 meses de idade apenas. A Rose Quartz era simplesmente a mais levada do cercado. Roubava os brinquedos dos outros, pulava, rolava em cima deles… sempre imponente. Foi amor à primeira vista e imediatamente levamos. A casa nem estava estruturada pra receber essa bagunceira. Mas e daí? Adaptamos já com ela aqui.

De lá pra cá, foi só alegria atrás de alegria (tirando o dia que ela jogou meu ipad no chão e rachou a tela. Sim, ela fez isso). Mas também tem sido um ano de MUUUUITA responsabilidade. Um doguinho é um filho, é um ser vivo, é alguém que você precisa cuidar e zelar para que não falte nada.

Por isso, existe a chamada adoção responsável. Quando o processo de adoção é feito da forma correta, você não chega, pega um bichinho bonitinho e vai embora. Existe, etapas. Você passa por uma entrevista, preenche fichas, assina termos de responsabilidade e se compromete a cuidar de um anjinho pro resto da vida dele.

Quando pensarem em adotar, tenham em mente estes 10 importantes cuidados:

1. Proteção

É dever do proprietário proteger seu animal do sol e da chuva, além de impedir que os bichinhos fujam ou saiam sozinhos na rua. Assim, evitamos brigas, atropelamentos, envenenamentos e crias indesejáveis.

2. Alimentação

Oferecer sempre uma ração de boa qualidade, respeitando as características de cada animal e faixa etária (ração de filhote, adulto e idoso). E sempre disponibilizar água limpa e fresca.

3. Castração

A castração é sempre aconselhável quando não se quer um filhote. Com isso, evitamos superpopulação, abandonos, doenças uterinas, neoplasias (câncer), doenças prostáticas, agressividade e marcação de território.

4. Passeios e brincadeiras

Animais também precisam de atenção e carinho. Por isso, é necessário passear regularmente com os cães e brincar com brinquedos. Desse modo, estimulamos tanto a parte física quanto a psicológica, ajudando a prevenir doenças causadas por estresse e obesidade.

5. Vacinação

Cães e gatos possuem um esquema vacinal de acordo com sua espécie e características individuais. Geralmente, a vacinação é anual e só pode ser realizada por um médico veterinário. As vacinas previnem doenças graves que podem levar o animal à morte, bem como doenças que podem ser transmitidas para os humanos (zoonoses).

6. Controle de parasitas

Os donos ainda devem ficar atentos com infestações de pulgas e carrapatos, que podem transmitir doenças graves para os animais e humanos.

7. Vermífugos

Assim como as vacinas, os vermífugos são muito importantes, pois os parasitas intestinais (vermes) podem comprometer a saúde dos animais, levando ao emagrecimento, à queda de pelos, anemias e zoonoses.

8. Higiene bucal

Cães e gatos também precisam escovar os dentes, mas com produtos veterinários específicos. Doenças periodontais, além de causar o desagradável mau hálito, prejudicam a alimentação, causam dor e as bactérias da boca podem se desprender e causar lesões em outros órgãos.

9. Banhos e escovação

Nos cães, o ideal é dar banho a cada 15 dias. Já nos gatos, este intervalo deve ser maior. Os banhos devem ser com produtos veterinários e com mínimo de estresse possível. Durante estes momentos, você observa melhor seu animal e, assim, pode notar algo diferente ou errado.

10. Visitas ao veterinário

É de grande importância realizar, pelo menos, uma vez ao ano uma consulta com o veterinário. Muitas doenças podem ser evitadas com a prevenção. Esteja sempre atento a qualquer mudança de comportamento ou hábito do seu animal, pois isso pode sinalizar doenças.

Fonte

No fim, vale demais a pena. Hoje, sou pai de dois doguinhos (Rose Quartz e Joey) e dois gatinhos (Frank e Kala). Sim, eles dão trabalho e tudo mais, mas a verdade é que eles são a alegria da minha vida e, como sempre digo, me salvaram. Eles cuidam de mim e me fazem sentir amado dia após dia.

2 comentários em “Adoção responsável não salva um doguinho, salva você!”

  1. Sérgio Hideki Kanomata

    Parabéns!!! Se essa consciência estivesse presente sempre, não teríamos tantos anjinhos nas ruas… Com aqueles olhares perdidos, de cortar o coração. ❤

    1. Pois é. Mas que bom que temos diversas ONGs que atuam ajudando esses anjinhos a acharem famílias dispostas a cuidar deles. Por isso é tão importante o trabalho com Adoção Responsável.

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