Sex Education é mais que entretenimento, é necessidade!

A primeira temporada de Sex Education (2018) foi uma grata surpresa. Uma série que parecia bobinha, bem adolescente, falando sobre sexo e tal, acabou sendo um tapa de conscientização e abordagem de tabus com humor e leveza.

A segunda temporada, que estreou agora em janeiro na Netflix, conseguiu ser ainda melhor. Falou sobre gênero, sexo, pessoas com deficiência, drogas, assédio e por aí vai. E é no assédio que quero chegar. As cenas da Aimee lidando com os fantasmas do pós-assédio são de cortar o coração, mas necessários. No Brasil, principalmente, em tempos completamente lunáticos onde o governo anuncia medidas de abstinência ao invés de educação sexual (é sério, só ler aqui), a série mostra como é difícil para uma mulher lidar com este tipo de situação, infelizmente, muito recorrente.

“De acordo com a estatística, 2/3 das mulheres experimentam contato sexual indesejado em público antes dos 21 anos. Então, não é incomum”, dito pela Viv foi o ponto central da cena em que as meninas se reúnem em detenção no penúltimo episódio, segundo eu mesmo. É assustador pensar nesse dado e ainda ver medidas que incentivam a impunidade dos agressores. Super compreensível a raiva que elas sentem e descontam lindamente no carro abandonado.

A cena em que elas se juntam para ajudar Aimee a andar novamente no ônibus onde foi assediada é o que há de melhor em toda a temporada. Mulheres unidas, na minha opinião, ainda vão salvar o mundo. E eu agradeço por isso. Mesmo sendo homem.

Obrigado, Netflix, mais uma vez, por trazer à tona algo tão importante que autoridades tentam esconder. Vocês valem cada centavo da nossa assinatura.

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